No dia 8 de agosto, foi realizado o terceiro encontro do Conselho TALi, o espaço de participação infantil da Red TAL que reúne meninas e meninos de toda a região. Neste encontro, conselheiras e conselheiros de 19 países refletiram sobre o brincar como um direito e elaboraram coletivamente o Manifesto do Brincar do TALi.
No sábado, 8 de agosto, foi realizado o terceiro encontro do ano do Conselho TALi, o espaço de participação infantil da Rede TAL que reúne meninas e meninos de toda a América Latina para refletir sobre mídia, direitos e infâncias. Nesta quarta edição, o Conselho é formado por 74 conselheiras e conselheiros de 39 emissoras e organizações de 19 países, que participam ativamente da construção de ideias e propostas para as mídias públicas, sob a coordenação da casa anfitriã, Telecafé (Colômbia).
Com a participação de Celina Alegría, da Asociación Francesco Tonucci Argentina, o encontro foi dedicado ao direito de brincar e às semelhanças e diferenças nas brincadeiras das infâncias latino-americanas. As meninas e os meninos partiram de uma pergunta: a que a América Latina brinca? Por meio de uma atividade dinâmica e da construção coletiva de uma “mapoteca de brincadeiras”, descobriram que muitas vezes brincam das mesmas coisas, embora com nomes diferentes: pega-pega, estátua, queimada, esconde-esconde e amarelinha são algumas das brincadeiras que se repetem, com variações, em diferentes países da região.
A conversa também incluiu as tirinhas de Francesco Tonucci, que serviram como ponto de partida para pensar sobre o lugar do brincar na sociedade atual. As conselheiras e os conselheiros falaram sobre as tensões entre sair para brincar na rua e passar tempo diante das telas, além dos medos dos adultos diante dos riscos do espaço público. “Há pais que dizem às crianças para não saírem porque a rua é perigosa, mas eles precisam se dar a oportunidade de tentar”, afirmou uma das conselheiras. Longe de colocar brincar ao ar livre e estar conectado como uma oposição, o grupo concordou que existem riscos nos dois espaços e propôs ideias como o acompanhamento dos adultos e “que haja um equilíbrio” entre eles.
A partir dessas reflexões sobre o direito de brincar, as conselheiras e os conselheiros construíram juntos o Manifesto do Brincar do TALi, um documento coletivo que reúne suas vozes sobre o que significa brincar, o que se perde quando não é possível brincar, o que aprendemos brincando e o que pedem aos adultos. “Temos direito de brincar, de imaginar, de fazer amigos, de ser felizes e de viver nossa infância”, conclui o Manifesto, que está disponível na íntegra no documento anexo a esta matéria.
Com este novo encontro, o Conselho TALi reafirma seu papel como um espaço onde as infâncias da América Latina não apenas são ouvidas, mas também protagonistas na construção das mídias públicas da região. A próxima reunião do Conselho será no sábado, 12 de setembro.
Leia aqui a versão completa do Manifesto do Brincar do TALi.